Ditadura nunca mais!

A paralisação possuía, inicialmente, um objetivo claro: combater a alta do óleo diesel e seus frequentes aumentos, que afetava toda uma cadeia de produção e consumo.

Pauta legítima e que atinge milhões de brasileiros nais mais diversas atividades.

Após o atendimento de algumas reivindicações, durante um curto prazo de tempo, parte do movimento optou por cessar as atividades, e parte continua no afã de guerrear com o governo.

No meio disso, alguns oportunistas que encaixaram um discurso ignóbil de “intervenção militar”, muitos dos quais sequer sabem o que isso significa.

Questionei, esses dias, a organização local do movimento sobre o motivo desse pedido integrar o conjunto de reivindicações: me mandaram prá Cuba, disseram que eu queria que o país virasse uma Venezuela; fui rotulado de esquerdista e comunista, não sem algumas palavras de ofensa.

A maturidade que o momento exige deu espaço à atitudes infantis e sem total nexo.

Na manhã seguinte, a Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCAM) emite nota afirmando que pedir intervenção militar é um equívoco e que esse não seria o remédio apropriado para nossa atual situação.

Hoje, depois de tanta gente falando sem saber, a mídia começa a dar espaço à discussão sobre “o que é essa tal de intervenção militar”, debate esse que já deveria estar ocorrendo desde o início, prá que a ignorância não tomasse conta, como vimos em diversas oportunidades.

Perde o povo. Perde a economia. Perde a democracia.

Regime militar quando ascende ao poder costuma relutar em sair e já sabemos como a história relata o final disso.

A última intervenção militar no país durou mais de duas décadas e deixou várias sequelas na pátria.

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